O presidente da Câmara dos Vereadores, professor João Rocha, disse nesta terça-feira (19) que não há necessidade de abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), contra o Consórcio Guaicurus, solicitada por dezenas de manifestantes que estão neste momento na Casa de Leis.
Para João Rocha, não há fato concreto apresentado pelos protestantes que permita instaurar a comissão. “Não tem fato concreto, que nós possamos nos pautar para fazer uma CPI com substância. Fazer espetáculo político não é meu estilo”, ressaltou.
A manifestação estava marcada para as 9 horas desta terça, mas até as 10 horas, aproximadamente dez pessoas estavam no plenário, o que João Rocha classificou como “palanque eleitoral”. “Não dá pra entender que aquilo é uma manifestação. Não podemos ser conduzidos por meia dúzia de pessoas que têm interesse político. Não vamos fazer isso. Pode ser um cidadão, se tiver legitimidade, nós ouviremos”, afirmou.
O outro lado
Um dos organizadores da manifestação, o empreendedor digital Rafael Palhano, 27 anos, afirmou que a instauração da comissão “é importante para esclarecer o motivo da tarifa estar tão alta e não ter ônibus suficiente circulando”. Já o produtor Kelvin Actor, 25 anos, disse que a “pressão” é para que o contrato seja cumprido. “A investigação é necessária e, se houver irregularidade, que o Consórcio seja punido”, ressaltou.
O cronograma da manifestação segue até as 14 horas. Os organizadores destacam que a intenção não é tumultuar, mas “cobrar uma atitude dos parlamentares”. Os manifestantes usaram cartazes para chamar a atenção dos vereadores que seguiam na sessão. Veja algumas imagens:
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Manifestantes durante a sessão desta terça-feira, na Câmara Municipal (Sarah Chaves)




