Pensando em aumentar a produtividade dos alunos nas aulas práticas, aumentando a qualidade do ensino e otimizando recursos, a equipe educacional do Senai de Mato Grosso do Sul recebeu, nesta quarta-feira (24) e quinta-feira (25), a visita do analista de projetos educacionais do Senai mineiro, Marcos Newton Junior Moreira Mendes, para receber auxílio na implantação do projeto Lean Educacional.
Segundo Marcos Newton Mendes, o projeto foi baseado no Programa Brasil Mais Produtivo, desenvolvido pelo Senai com foco em melhoria de produtividade nas indústrias e que já está presente em 70 unidades da instituição no País. “Foi uma metodologia que desenvolvemos a partir do Brasil Mais Produtivo tentando identificar os desperdícios existentes na parte prática das aulas do Senai e identificamos que os alunos têm um aproveitamento médio de um terço do que é proposto, ou seja, se temos 300 horas aula, o aluno aproveita apenas 100 horas e 200 horas são desperdiçadas”, explicou.
Dentro do desperdício, o analista do Senai de Minas Gerais aponta excesso de processamento, movimentação, conversas, atrasos e outras coisas. “Então o trabalho é identificar esses desperdícios e quebrar esse paradigma. É programa muito válido porque ele, além de dar um resultado de qualidade para o aluno, terá um impacto direto na indústria, porque já estamos formando um profissional com essa ideia de produtividade”, completou.
Na avaliação da gerente de educação do Sistema Fiems, Simone Cruz, o projeto será implantado inicialmente como um curso piloto nas unidades do Senai de Campo Grande, Corumbá, Dourados, Naviraí e Três Lagoas. “É uma normativa para ganharmos qualidade de gestão e organização que tem de fazer parte da metodologia de aprendizados dos alunos. Ter isso dentro do dia a dia da sala de aula só traz para o Senai maior qualidade na formação dos jovens. Não vamos dar um curso de lean manufacturing ou manufatura enxuta, mas vamos fazer com que isso faça parte do dia a dia da sala de aula, mudando toda uma postura de organização institucional, a performance dos professores e o aprendizado dos alunos”, afirmou.
Segundo o gerente do Senai de Campo Grande, Hélio Pereira Vilaça, o projeto será iniciado na unidade pelo curso de metal mecânica. “Vamos utilizar a ferramenta utilizada no Brasil Mais Produtivo, que agora será aplicada na área da educação. Isso vai trazer uma redução dos nossos custos, eliminando os desperdícios. Vemos isso com bons olhos e já estamos formando multiplicadores para expandirmos para todos os cursos, porque além da redução dos custos, já preparamos o aluno para essa metodologia que é utilizada nas indústrias”, ressaltou.
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O projeto será implantado inicialmente como um curso piloto nas unidades do Senai de Campo Grande, Corumbá, Dourados, Naviraí e Três Lagoas (Divulgação/Fiems)



