Em um mês, pelo menos sete capivaras foram encontradas mortas com sinais de atropelamento em Campo Grande. Em entrevista do JD1 Notícias a Polícia Militar Ambiental (PMA) informou que o atropelamento do animal silvestre não é considerado como crime.
Segundo informações do Tenente Coronel Ednilson Paulino Queiroz, não existe um crime culposo ou uma punição com a morte do animal. “Normalmente esses tipos de atropelamentos são por excesso de velocidade, então você tem a infração de trânsito, só se caracteriza crime se a pessoa jogar o carro para cima, para matar, e é muito difícil você encontrar testemunhas para caracterizar o crime, e dependendo do tamanho do animal haverá um dano material, tem que ser avaliados essas situações e a primaria é esta”, comenda Queiroz.
Ainda segundo a PMA, o primeiro procedimento após atropelar ou ferir um animal é parar e verificar se o animal está vivo ou morto, se estiver vivo levá-lo até um veterinário ou Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras), ou acionar o Corpo de Bombeiros Militar ou a própria PMA para socorrer.
Se o animal estiver morto, o tenente orienta que o retire da via para evitar outro acidente e acionar a Secretaria de Meio Ambiente e Gestão Urbana (Semadur) para remoção e descarte correto do animal.
Sobre números e registros das mortes da espécie, a polícia informa que não há dados de mortes ou atendimentos. “De certa forma, é um conflito que causa um trauma, mas que é um conflito bom, como assim um conflito bom? Nós temos a capivara para atropelar, nós temos esses animais porque nós preservamos a fauna e a flora, de certa forma nós conservamos esses animais e o conflito, infelizmente, existe”, comentou o tenente.
A polícia ressalva que a maioria dos acidentes com atropelamento do animal acontecem de madrugada e em avenidas onde e possível imprimir uma velocidade maior no veículo.
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"Só é crime se a pessoa jogar o carro para cima, para matar, e é muito difícil você encontrar testemunhas para caracterizar o crime" (Reprodução/André Bittar)



