A situação da mulher que vive um relacionamento abusivo e violento tende a piorar em tempos de pandemia, com regras para distanciamento social, isolamento de casos suspeitos, teletrabalho, aulas suspensas e desemprego para muitas pessoas.
As agressões podem se agravar com a presença do agressor, da mulher e dos filhos por mais tempo dentro de casa, o que motivou a criação de uma plataforma digital, na qual as mulheres terão ao seu alcance um instrumento de uso fácil, com linguagem acessível para procurar informações sobre serviços e atendimentos, tirar dúvidas sobre procedimentos e legislações, além da possibilidade de entrarem em contato para atendimento online.
O site é um instrumento de grande importância que ajudará mulheres em situação de violência, destaca Eduardo Corrêa Riedel, secretário de Estado de Governo e Gestão Estratégica. “O site é um instrumento de grande importância nesse momento que estamos vivendo e, certamente, vai ajudar muitas mulheres em situação de violência para que se percebam como vítimas e procurem apoio especializado. Também é um site de estudos e de divulgação das políticas públicas existentes no Estado, em constante atualização para que nossos serviços sejam aprimorados e ofereçam assistência humanizada e qualificada a todas as mulheres”, ressalta.
A plataforma fala sobre o direito da mulher a viver sem violência, abordando de forma geral as diversas formas de violação de direitos e de violências de gênero: como feminicídio, crimes sexuais, violência obstétrica, entre outros.
O site aborda com mais profundidade a violência doméstica, focando os relacionamentos entre jovens e as violências que sofrem as mulheres lésbicas, indígenas, negras, idosas, com deficiência e também a violência doméstica cometida contra mulheres no meio cristão, além de trazer dados, pesquisas, vídeos, podcasts, entrevistas e notícias.
"Criamos um instrumento virtual para alcançar as mulheres em suas casas, com informações, orientações e encaminhamentos”, explica e informa a subsecretária de Políticas Públicas para Mulheres, Luciana Azambuja, explicando que o site “Não se cale” traz um conteúdo diversificado abrangendo não só a violência doméstica, como outras formas de violação dos direitos das mulheres, considerando as políticas públicas e os serviços existentes no Estado.
“Muitas mulheres não conhecem o trâmite processual após o registro da ocorrência na Delegacia de Polícia e o site traz essas informações detalhadamente”, explica a delegada titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, Fernanda Felix.
O site também divulga as ações do Programa Mulher Segura (PROMUSE), da Polícia Militar.
Deixe seu Comentário
Leia Também

Subtenente que atirou na companheira segue em estado gravíssimo na Santa Casa

Vídeo mostra carro desgovernado antes de colisão em árvore no Jardim Presidente; assista

Carro colide contra árvore e deixa três pessoas em estado grave no bairro Jardim Presidente

Jovem de 22 anos é morto a facadas após discussão em Ponta Porã

Piloto de Dourados sobrevive à queda de helicóptero em Roraima

PF intercepta 52 kg de skunk em transportadora e prende suspeitos em Campo Grande

Subtenente que atirou na companheira segue vivo em estado grave na Santa Casa

PF intensifica combate a esquema de medicamentos ilegais usados para emagrecimento em MS

Venezuelano procurado pela Justiça é preso em Campo Grande com documentos falsos


O site é um instrumento de grande importância que ajudará mulheres em situação de violência (Reprodução/Assessoria)



