Nelson Rogério Prado foi condenado a 22 anos de prisão pelo assassinato de sua esposa Adriana Cristina Cazon dos Santos, durante o julgamento que se estendeu até a noite de sexta-feira (7). O crime ocorreu em julho de 2018 na residência do casal, no bairro Atuba, em Curitiba.
À época, depois de matar a companheira, Prado tentou simular um suicídio por enforcamento. No entanto, características encontradas no local, principalmente a quantidade de sangue espalhado, levaram a polícia a não acreditar em sua versão.
O marido foi condenado por homicídio qualificado – motivo torpe, impossibilidade de defesa da vítima e razão de gênero (feminicídio). Além de fraude processual por ter alterado a cena do crime.
Durante o julgamento, Prado negou o crime e permaneceu sustentando que Adriana tirou a própria vida. Familiares e amigos ficaram revoltados já que, segundo eles, o acusado tentou desqualificar a vítima de várias formas para tentar provar sua inocência.
O crime
A professora Drica, como era chamada carinhosamente pelos alunos, foi encontrada morta, no dia 23 de julho, com um objeto semelhante a uma alça de bolsa enrolada no pescoço, em uma situação que apontava para enforcamento. Ela apresentava lesões grandes na cabeça e sulcos no pescoço que não eram compatíveis com suicídio.
Um laudo apontou que Adriana morreu por estrangulamento, enquanto as lesões causadas na cabeça da vítima foram feitas quando ela ainda estava com vida.
De acordo com a delegada Sabrina Alexandrine, responsável pelo caso, ambos vinham se desentendendo há algum tempo: “Foi uma discussão que se iniciou por causa de uma suposta traição por parte da Adriana, essa traição ele teria tido conhecimento em um sábado anterior a morte dela. E, daí, então, se iniciou uma série de discussões que culminou nesse fato”, declarou durante a investigação do caso.
Também foi constatado que já havia um histórico de violência contra Adriana e que Prado já teria tentado atropelar e estrangular a mulher. “Testemunhas relataram que o suspeito era extremamente controlador, agressivo e ciumento, razão pela qual Adriana queria se separar, porém ele não aceitava o divórcio”, relatou Sabrina, acrescentando que “apesar das circunstâncias a vítima nunca registrou boletim de ocorrência, tentando preservar sua imagem e da família”.
Uma vizinha que presenciou a tentativa de atropelamento, relatou o que viu à RIC Record TV: “Ele chegou com ela de carro, com o neném no braço. Estacionou o carro, abriu o portão e ficou na direção. Ela desceu e entrou, mas antes dele fechar o portão pra ela ficar dentro casa com a criança, ele dizia assim ‘vem aqui sua vagabunda, vem aqui, entra aqui’ e ela ‘não, não vou’. Aí, ele pegou e acelerou, quase que ele mata a mulher e a criança”, disse a mulher, que não quis se identificar.
O casal tinha um filho de 4 anos na época do crime.
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O marido foi condenado por homicídio qualificado – motivo torpe, impossibilidade de defesa da vítima e razão de gênero (Reprodução/Internet)



