Os computadores do gabinete do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), podem ser examinados se a CPI Mista das Fake News votar na quarta-feira (11), a favor de uma série de requerimentos para investigar o uso da internet da Câmara dos Deputados, na disseminação de notícias falsas.
O Facebook encaminhou esse mês, um documento que revela que o perfil “@Bolso_Feios” (Instagram) foi criado a partir de um número de identificação de um computador na internet registrado na Câmara dos Deputados. O e-mail usado para o cadastro do perfil é de um assessor de Eduardo Bolsonaro.
A deputada Natália Bonavides (PT-RN) pede que Facebook, Instagram e Twitter identifiquem todas as contas vinculadas a e-mails e telefones relacionados ao gabinete do parlamentar. Ela também solicita o acesso a todo o conteúdo publicado pelos perfis. Já a relatora da CPI, deputada Lídice da Mata (PSB-BA), apresentou um requerimento para que a plataforma Google transfira informações sobre o e-mail usado pelo assessor parlamentar.
Além disso, ela pede que a Diretoria de Inovação e Tecnologia da Informação da Câmara preste “informações detalhadas” sobre o uso da internet em computadores registrados no gabinete de Eduardo Bolsonaro.
A possível existência de uma rede para o envio em massa de mensagens falsas nas eleições presidenciais de 2018, é alvo de 26 requerimentos de investigação.
O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) solicitou a quebra do sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático de Hans River do Rio Nascimento. Ex-funcionário de uma empresa especializada em marketing digital, ele repassou ao jornal Folha de S.Paulo uma relação de 10 mil nomes de pessoas “bombardeadas” pelo disparo de mensagens. Em depoimento à CPI , Hans Nascimento acusou a jornalista responsável pela reportagem ter “insinuado o oferecimento de serviços de cunho sexual em troca de informações”. Para Alessandro Vieira, o depoente pode ser indiciado por falso testemunho.
O deputado Paulo Ramos (PDT-RJ) apresentou uma série de requerimentos para aprofundar as investigações sobre as agências de Lindolfo Antônio Alves Neto e Flávia Alves e que o Poder Judiciário determine busca e apreensão nas sedes das três firmas.
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Senador Angelo Coronel presidindo a CPI em fevereiro (Reprodução/Assessoria)



