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Assistência para moradores de rua é debatida na Câmara

Parlamentares e representantes de órgãos públicos participaram da audiência

15 março 2019 - 15h32Da redação com informações da assessoria

A rede de assistência para moradores de rua e dependentes químicos em Campo Grande é insuficiente para atender a demanda. Por isso, em audiência pública nesta sexta-feira (15), na Câmara Municipal, foram debatidos caminhos para ampliar as alternativas de auxílio, pensando em políticas de saúde, assistência e, consequentemente, contemplando também os anseios na área da segurança pública. O debate foi proposto pela Comissão Permanente de Saúde da Casa de Leis.

O vereador Dr. Lívio, presidente da Comissão e proponente da audiência, ressaltou a importância de ouvir todos os lados na discussão, trazendo a seguinte reflexão “Como cidadão, o que estou fazendo para contribuir para essa problemática? O que a Comissão de Saúde e Câmara podem fazer em relação a isso?”, questionou. 

Por isso, a pluralidade de visões marcou o debate, contando com representantes das comunidades terapêuticas que atendem dependentes químicos, relatos de pessoas que conseguiram deixar o vício, médicos psiquiatra, coordenadores de projetos, a exemplo do Consultório de Rua, representantes das secretarias de Assistência Social e Direitos Humanos, Defensoria Pública, Ordem dos Advogados do Brasil de Mato Grosso do Sul, Câmara de Dirigentes Lojistas e Conselho de Segurança do Centro.  

Foram feitos encaminhamentos para propor Censo para levantar qual é a população de rua, instalação de banheiros químicos no Centro, instalar Caps 4 nos locais que podem ser caracterizados como cracolândia e discutir a possibilidade de criar secretaria voltada para políticas antidrogas. 

O médico psiquiatra Marcos Estevão Moura, do Conselho Estadual de Políticas Públicas sobre Drogas do Estado, também reforçou essa necessidade de tratamento adequado, comparando a necessidade de leitos para UTI com a necessidade que também deveria ocorrer com leitos para desintoxicação dos pacientes, algo que pode levar até dois meses dependendo do paciente. Somente depois, ele iria para a comunidade terapêutica e depois para os ambulatórios, por meio dos Caps. “Precisamos de tratamento sério para que essa pessoa volte a ter a dignidade que merece”, afirmou.  

Pela Coordenadoria de Proteção à População de Rua e Políticas sobre Drogas, da Subsecretaria de Direitos Humanos da Capital, Barbara Cristina Fernandes Rodrigues falou de programas integrados de políticas públicas que resultou na criação de 100 vagas para atender usuários de drogas. “A política pública tem sido efetivada, ainda é insuficiente, mas tem funcionado para vários casos”, disse. Hoje são cinco comunidades empossadas e, por meio da parceria, R$ 1,2 milhão são repassados, divididos em parcelas, para acolhimento e trabalho terapêutico. 

A participação na audiência pelas redes sociais (a transmissão foi feita pelo Facebook da Câmara) foi levada ao debate pela vereadora Enfermeira Cida Amaral, mencionando a sugestão de ressocialização da pessoa em situação de rua e o cadastramento em programas sociais. “Pactuo ainda com a importância da prevenção e educação”, disse. Ela pretende ainda propor seminário para debater a saúde mental. 

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