Os ônibus do transporte coletivo de Campo Grande podem não circular neste sábado (23), conforme informado pelo presidente do STTCU-CG (Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano de Campo Grande), Demétrio Freitas.
A possível paralisação decorre do não pagamento do adiantamento salarial, conhecido como "vale", por parte do Consórcio Guaicurus. Em entrevista, o sindicalista destacou: "Estamos aguardando o pagamento do vale até hoje às 00h. Caso contrário, vamos paralisar."
Diante dessa situação, a reportagem entrou em contato com o Consórcio Guaicurus em busca de esclarecimentos. O escritório Vieira & Guerra Advogados, representando o Consórcio, respondeu, explicando as dificuldades financeiras enfrentadas.
"Estamos em conversa com o Sindicato, explicamos todas as dificuldades financeiras do Consórcio, principalmente o fato de a Prefeitura ter efetuado o reajuste da tarifa técnica em apenas R$ 0,15, passando, portanto, para R$ 5,95, embora o estudo da própria Agereg tenha constatado a necessidade de R$ 7,80. Ressaltamos ao Sindicato, ainda, que apesar do ínfimo reajuste, a Prefeitura sequer está pagando esse novo valor da tarifa, ou seja, continua R$ 5,80, sem qualquer previsão de implementá-la, ao passo que os salários e demais verbas devidas aos motorista já estão sendo suportadas pelo Consórcio no valor atualizado desde a convenção coletiva de 14.11.23, que foi inclusive anuída pela Prefeitura. Toda essa defasagem coloca o Consórcio em uma situação muito difícil, por isso estamos pedindo paciência e compreensão ao Sindicato, para que os trabalhadores sigam trabalhando normalmente. O Consórcio não está medindo esforços para regularizar a situação financeira dos motoristas, mas depende do apoio do Poder Público no cumprimento das obrigações previstas no Contrato de Concessão, as quais estão sendo desrespeitas de longa data pela Prefeitura e, por isso, causa todo esse desequilíbrio financeiro."
A reportagem buscou um posicionamento da Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos (Agereg), mas, até o momento da veiculação do texto, não houve resposta. O espaço permanece aberto para manifestações.
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