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Polícia

Ex-nomeado da Segov é investigado por usar telefone em presídio

O sargento da PM-MS Ricardo Campos Figueiredo teria ligado para outra unidade da própria PM

20 abril 2019 - 11h17Priscilla Porangaba, com informações do Jornal MidiaMax

O sargento da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PM-MS), Ricardo Campos Figueiredo, ex-nomeado na Secretaria Estadual de Governo e Gestão Estratégica (Segov) é investigado por suposto uso de uma linha de telefone oficial de dentro do Presídio Militar de Campo Grande.

Figueiredo teria ligado para outra unidade da própria PM de Mato Grosso do Sul no início de abril. Ele está preso desde maio de 2018 e foi condenado a mais de 18 anos por corrupção e outros crimes.

De acordo com informações do Jornal Midiamax e boletim da polícia, o tenente coronel da Polícia Adilson Alves de Macedo, o sargento é investigado após ter feito uma ligação por celular no último dia 2 de abril para um dos chefes da Corregedoria da Polícia, querendo falar pessoalmente com um tenente.

O tenente-coronel determinou em despacho que um oficial faça a investigação sobre o que teria acontecido para que o sargento afastado e preso tivesse acesso à linha telefônica em uma verificação pormenorizada dos fatos, a fim de esclarecer se o referido interno tem autorização para fazer o uso do telefone.

Crimes

Figueiredo foi condenado a 18 anos, dez meses e 11 dias de prisão pelos crimes de corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro por estar envolvido na "Máfia dos Cigarreiros".  Ele foi preso durante a "Operação Oiketicus" em maio de 2018. Na sentença proferida em dezembro de 2018, ele foi excluído da Corporação, mas recorreu e aguarda decisão judicial.

A "Operação Oiketicus", deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) em maio de 2018, apurou delitos praticados por policiais militares do estado que atuavam na “Máfia dos Cigarreiros”.

Ricardo foi apontado como líder do grupo que dava suporte a contrabandistas de cigarros.

As investigações iniciaram em abril de 2017 e apontaram que policiais militares interferiam em fiscalização de caminhões de cigarros para que não ocorressem apreensões de cargas e veículos, além de adotarem outras providências para o êxito do esquema.

De acordo com a denúncia do Gaeco, os "cigarreiros" agiam associados desde o início de 2015, estruturalmente ordenados e com divisão de tarefas.

Nas duas fases da "Oiketicus", 29 policiais, entre praças e oficiais, foram presos.

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