Há pouco tempo, havia três pontos de acampamentos do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MTST), aguardando área para ser entregue à eles. Os três pontos estavam localizados, um na MS-162 próximo a Dois Irmãos do Buriti, outro nas margens da BR 262, também próximo à cidade e o terceiro entre o trevo da MS-450 e o trevo da MS-162.
No total, conforme o advogado Leonardo Costa, eram aproximadamente 5 km de acampamento e hoje, 80% das pessoas foram embora do local. O problema é o que restou. "A estimativa era de 500 famílias que aguardavam desapropriação de uma área que iria para a União. Depois que perderam algumas benesses e cestas básicas, foram embora do local e deixaram o lixo e a barraca lá na beira da estrada. A Polícia Militar Ambiental multa o proprietário de fazenda que deixa lixo, e quem se responsabiliza por esse dano ambiental?", questiona.
Leonardo afirmou ainda que isso desvaloriza a região, que é turística e ponto de acesso para Piraputanga e Camisão, por exemplo. "Ninguém vai querer visitar a favela rural abandonada. Isso é uma enorme agressão ao meio ambiente", disse.
Em contato com a Polícia Militar Ambiental (PMA), o JD1 foi informado que a prefeitura da cidade que é a responsável pela retirada do lixo. O trabalho da PMA é apenas autuar em caso de crime ambiental. O que seria um trabalho dificil de realizar, pois teriam que localizar quem foram as pessoas que deixaram o lixo e onde estão atualmente. O despejo inadequado de resíduos gera multa de até R$ 5 mil. O órgão esclareceu ainda que, dependendo das condições, na rodovia estadual, a limpeza fica sob responsabilidade da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul).
O JD1 tentou entrar em contato com o MTST para esclarecimentos, mas não houve retorno até o fechamento desta matéria.
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